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Mulher com 'ossos de vidro' luta por tratamento de R$ 17 mil em Goiânia

Ela tem problema no maxilar e precisa de procedimento antes de cirurgia.
Decisão judicial que obriga prefeitura a arcar com custos não foi cumprida.

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Diagnosticada desde os 7 anos com uma doença rara popularmente conhecida como "ossos de vidro", a técnica em manutenção de celulares Flávia dos Santos Araújo, de 32 anos, luta para que a prefeitura de Goiânia arque com um tratamento de  R$ 17 mil que ela precisa fazer no maxilar. Uma decisão judicial já foi expedida determinando o procedimento, mas até agora o poder público não o realizou.
Desde pequena, Flávia faz tratamento para tentar conviver melhor com a doença, cujo nome original é osteogênese imperfeita e faz com que os ossos quebrem com facilidade. Ela chega a ficar até um ano com a perna engessada e já sofreu mais de 20 fraturas pelo corpo.
A situação dela começou a ficar ainda pior há cerca de dois anos, quando ela começou a sentir fortes dores no rosto e na boca. Em uma visita ao dentista, ela descobriu que tem cinco dentes internos que estão pressionando o nervo e precisam ser retirados. Caso isso não ocorra, a região pode até necrosar.
Para realizar a cirurgia, ela precisa antes submeter-se a um tratamento chamado oxigenoterapia hiperbárica, que consiste em levar oxigênio para os ossos e evitar complicações.
Sem dinheiro para arcar com o tratamento, Flávia procurou o estado e o município, mas obteve respostas negativas. Foi então à Justiça e obteve um mandato de segurança que obriga a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a fornecer o procedimento gratuitamente. Porém, o documento já venceu há um mês e nada foi resolvido.
"Meus dias não estão fáceis. Já são dois longos anos de dores. Então eu espero uma resposta positiva", afirma. Apesar disso, ela não perde o otimismo. "Vou conseguir sim. Vou até os últimos recursos para conseguir. Se Deus quiser, vou conseguir", afirma.
Mulher com 'ossos de vidro' luta por tratamento de R$ 17 mil em Goiânia, Goiás 2 (Foto: Reprodução/TV Anhanguera) 
Ela passa até um ano com perna engessada
A Secretaria Municipal de Saúde informou que ainda está tentando marcar o exame para Flávia, mas que não conseguiu. Segundo o órgão, se isso não for feito até a próxima semana, irá comunicar o juiz responsável pelo caso para que sejam tomadas outras providências.

Revolta
A família de Flávia está revoltada com a situação. "Uma mãe ver uma filha definhando assim por causa de um tratamento que a gente não tem como pagar. Teve dia dela pegar a batata, a cenoura, o chuchu, bater no liquidificador folha de couve e pingar na boca porque não passa. Ela não abre a boca quando está infeccionado. O ouvido sangra e escorre. Não tá sendo fácil”, lamenta, aos prantos, Divina Santana Dias, mãe da técnica.
Irmão de Flávia, Renato Santana cobra uma decisão rápida em relação ao caso. "A saúde é um direito do cidadão. Não é um pedido que estamos fazendo. É uma exigência. É um direito da Flávia receber um tratamento médico e clínico de qualidade", afirma.

Fonte: G1

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