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terça-feira

Engenheiros desenvolvem implante de vidro que faz ossos crescerem.



Engenheiros da Universidade de Missouri de Ciência e Tecnologia (EUA) desenvolveram um implante feito com um tipo de vidro bioativo (foto abaixo) que pode reparar grandes defeitos ósseos. Quando um paciente recebe este implante, o osso danificado consegue crescer. Funciona assim: os materiais bioativos reagem com fluidos do corpo e se transformam em osso vivo, por isso não precisam ser removidos.
 Em uma das pesquisas, o material bioativo foi implantado em crânios de ratos, e o resultado foi positivo: o implante poroso ligado ao osso promoveu o crescimento do osso novo em seis semanas. A equipe de engenheiros pretende continuar os estudos aplicando o implante em animais maiores, em condições mais realistas.
Eles acreditam que a adição de pequenas quantidades de prata (que, em certas quantidades, é bactericida) no implante poderá prevenir o risco de infecção, e a utilização de cobre poderia promover o crescimento de vasos sanguíneos, necessários para manter os ossos saudáveis. Os pesquisadores também fizeram testes computadorizados para garantir que o implante possa suportar o peso e a pressão dos ossos longos do corpo, como os dos braços e pernas.
No futuro, este material poderá ser usado para reparar defeitos graves, que podem surgir como resultado de doenças ou traumas físicos (como guerras e acidentes). Atualmente, os tratamentos para reparos ósseos são feitos com metal poroso, que pode ter resultados ineficientes, além de trazer risco de infecções. Os materiais utilizados no desenvolvimento do implante e vidro, por sua vez, são baratos e fáceis de obter.

Fonte:  medicalxpress

quinta-feira

Você pode ter ossos como os do Wolverine?



No novo filme X-Men Origins vemos como Wolverine ganha seu esqueleto de adamantium e se torna praticamente invencível. O adamantium não existe na verdade, ele é derivado de um cometa fictício.
Há duas partes principais nesse processo. A primeira é que um metal tão forte consegue se transformar em liga. A segunda é que esse material se prenderia a algo orgânico, como o esqueleto de nosso herói.
Realmente existe uma forma de se criar metais amorfos – um material com estrutura desordenada. Cientistas já conseguiram criar esse tipo de coisa, como o adamantium, em 2004. O metal se resfriava rapidamente e formava novamente estruturas cristalinas muito mais fortes do que metais convencionais.
E a idéia de que metal pode ser unido a material orgânico não é tão fictícia quanto pode parecer. Alguns tipos de lagosta possuem zinco em suas garras e até mexilhões e outros moluscos possuem cobre em seu organismo.
Cientistas conseguiram fazer algo parecido com o processo de Wolverine em uma aranha. Usaram laser para que a seda da aranha (a teia, se preferir) ficasse mais resistente. Obviamente, alguns metais não penetravam no organismo do bicho, mas o zinco, o alumínio e o titânio conseguiram fazer com que a teia se tornasse bem mais resistente.
Os criadores dessa técnica acreditam que ela possa ser usada para aumentar a resistência e a força de outros materiais orgânicos como ossos e, quem sabe, até mesmo garras retráteis como as de Wolverine.
Fonte:  [Live Science]

terça-feira

Ossos feitos em laboratório.



Se um órgão arrebenta, muitas vezes os médicos não conseguem tratar a situação. Agora, se um osso quebra em milhares de pedacinhos, o tratamento fica mais fácil. Sabe como? Os cientistas podem fazer ossos em laboratórios.
Cientistas criaram dois pequenos ossos a partir apenas de células tronco em laboratório. Eles conseguiram arrumar seu formato de acordo com imagens de ossos digitalizadas.
Esse tipo de ossos está sendo testado em animais e até mesmo em algumas pessoas. De acordo com especialistas eles serão comuns daqui a dez anos.
Quando acidentes acontecem e ossos são fraturados gravemente, normalmente acontece o implante dos ossos ou de uma prótese de titânio – mas nem sempre o organismo aceita o implante e acaba acontecendo uma infecção por rejeição. Com os ossos feitos a partir de célula tronco, a pessoa não correria esse risco.
Atualmente, os ossos crescem em uma incubadora, mas os responsáveis pelas pesquisas dizem que logo eles serão cultivados no próprio corpo humano, para que o organismo já se acostume com o tecido novo.

Fonte: NY Times

segunda-feira

Gordura é transformada em ossos em laboratório.



Recentemente, cientistas conseguiram crescer osso humano a partir de células-tronco retiradas de tecido adiposo (gordura).
A descoberta foi feita pelo grupo Bonus BioGroup, empresa de biotecnologia de Israel que vem trabalhando com acadêmicos, numa parceria com o instituto de pesquisa também israelense Technion Institute of Research. Segundo o professor Avinoam Kadouri, o feito é importante, por conta de uma necessidade crescente de ossos artificiais para lesões e operações.
A nova técnica poderia permitir que médicos substituíssem ossos esmagados em acidentes, preenchessem defeitos em estruturas ósseas, como fenda palatina, ou realizassem cirurgias plásticas reconstrutivas.
Hoje em dia, os enxertos ósseos geralmente envolvem usar pedaços de ossos de outras partes do corpo do paciente e transplantá-los para a área danificada. Porém, esse método exige que o paciente passe por duas operações traumáticas.
Outra opção é a doação de ossos, mas como ocorre em outros tipos de doações, há sempre o risco de rejeição pelo organismo.

Gordura? Não, osso

A nova técnica, por utilizar células do próprio corpo do paciente, reduz a possibilidade de rejeição.
Para fabricar os ossos, os cientistas usaram estruturas tridimensionais e geometria. É possível crescer os ossos fora do corpo, e depois transplantá-lo para o paciente no momento certo.
A maioria dos estudos pelo mundo está desenvolvendo técnicas para reconstruir ou renovar ossos com um tipo diferente de célula-tronco que os cientistas de Israel, e as injetando no paciente ao invés de cultivá-las fora do corpo para transplante.
“Células-tronco derivadas de tecido adiposo são muito menos comuns para uso clínico, mas são mais fáceis de se obter. Há muitas pesquisas descobrindo tipos de células que podem ser utilizadas para reparar osso, mas não há muitos progredindo para produzir tecidos que podem ser cultivados fora do corpo e utilizados clinicamente. Se uma empresa está começando a fazer isso, é um passo importante”, comentou Alicia El Haj, chefe do grupo de medicina regenerativa da Universidade Keele (Reino Unido).
Em testes com animais, eles receberam transplantes ósseos com sucesso. Os cientistas foram capazes de inserir centímetros de ossos humanos crescidos em laboratório na seção do meio do osso da perna de um rato, e eles se fundiram com sucesso.
Ainda esse ano devem acontecer os primeiros testes clínicos com humanos.

Fonte:[Telegraph]
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