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segunda-feira

Gordura é transformada em ossos em laboratório.



Recentemente, cientistas conseguiram crescer osso humano a partir de células-tronco retiradas de tecido adiposo (gordura).
A descoberta foi feita pelo grupo Bonus BioGroup, empresa de biotecnologia de Israel que vem trabalhando com acadêmicos, numa parceria com o instituto de pesquisa também israelense Technion Institute of Research. Segundo o professor Avinoam Kadouri, o feito é importante, por conta de uma necessidade crescente de ossos artificiais para lesões e operações.
A nova técnica poderia permitir que médicos substituíssem ossos esmagados em acidentes, preenchessem defeitos em estruturas ósseas, como fenda palatina, ou realizassem cirurgias plásticas reconstrutivas.
Hoje em dia, os enxertos ósseos geralmente envolvem usar pedaços de ossos de outras partes do corpo do paciente e transplantá-los para a área danificada. Porém, esse método exige que o paciente passe por duas operações traumáticas.
Outra opção é a doação de ossos, mas como ocorre em outros tipos de doações, há sempre o risco de rejeição pelo organismo.

Gordura? Não, osso

A nova técnica, por utilizar células do próprio corpo do paciente, reduz a possibilidade de rejeição.
Para fabricar os ossos, os cientistas usaram estruturas tridimensionais e geometria. É possível crescer os ossos fora do corpo, e depois transplantá-lo para o paciente no momento certo.
A maioria dos estudos pelo mundo está desenvolvendo técnicas para reconstruir ou renovar ossos com um tipo diferente de célula-tronco que os cientistas de Israel, e as injetando no paciente ao invés de cultivá-las fora do corpo para transplante.
“Células-tronco derivadas de tecido adiposo são muito menos comuns para uso clínico, mas são mais fáceis de se obter. Há muitas pesquisas descobrindo tipos de células que podem ser utilizadas para reparar osso, mas não há muitos progredindo para produzir tecidos que podem ser cultivados fora do corpo e utilizados clinicamente. Se uma empresa está começando a fazer isso, é um passo importante”, comentou Alicia El Haj, chefe do grupo de medicina regenerativa da Universidade Keele (Reino Unido).
Em testes com animais, eles receberam transplantes ósseos com sucesso. Os cientistas foram capazes de inserir centímetros de ossos humanos crescidos em laboratório na seção do meio do osso da perna de um rato, e eles se fundiram com sucesso.
Ainda esse ano devem acontecer os primeiros testes clínicos com humanos.

Fonte:[Telegraph]

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