domingo
Nick Vujicic será papai!
sábado
Portadores de necessidades especiais vencem preconceitos e cativam lugar no mercado de trabalho
Em 2011, 34.395 pessoas com deficiência foram encaminhadas ao mercado de trabalho em todo o país Conquistar um espaço no mercado de trabalho não é tarefa fácil para ninguém. Para as pessoas com limitações físicas, que durante muito tempo estiveram segregadas na sociedade, os desafios ainda são grandes. Isso porque o conceito de que são pessoas frágeis acabou por reforçar preconceitos e manteve os deficientes longe das disputas de vagas no mercado de trabalho. Entretanto, a realidade está mudando. Segundo o Ministério do Trabalho (MTE), as contratações de pessoas com deficiência têm aumentado anualmente. Em 2011, esse número teve crescimento de 19,62%, com relação a 2010, atingindo 34.395 pessoas encaminhadas ao mercado de trabalho em todo o país.
Aos poucos, esses profissionais mostram que as limitações podem ser vencidas todos os dias. Para eles, ter um emprego é o resgate da dignidade e cidadania. Esse é o caso de Alexandre Abade. Ele nasceu com osteogênese imperfeita, uma doença rara popularmente conhecida com “ossos de vidro”. Em síntese é a falta de colágeno nos ossos, que os torna facilmente quebráveis. Ele superou todas as expectativas médicas que o condenavam a viver, no máximo, até os 17 anos. Hoje, aos 32, é formado em Gestão de Marketing e Microempresas, cursa o 8º semestre da segunda graduação e tem dois empregos.
Nem as mais de 300 fraturas pelo corpo pararam o homem de pouco mais de 1,20m de altura. Desde 2009, ele trabalha na secretaria paroquial da Igreja São Vicente de Paulo, em Sobradinho. Em 2008, Alexandre começou a ministrar palestras de motivação em empresas, escolas, universidades e igrejas e, em julho deste ano, deu mais um passo: se tornou um microempreendedor individual.
Alexandre nunca andou, não brincou com outras crianças nem ao menos segurou objetos com as mãos, mas a doença não o impediu de conquistar a independência profissional. “Eu nunca fiquei estagnado. Minha deficiência não me impede de fazer nada. Não é porque tenho limitações físicas que vou ficar escondido”, ensina.
Para ele, o trabalho é mais do que um salário. “É o crescimento como pessoa. É a quebra de paradigmas. É uma fonte de dignidade, oportunidades e descobertas”, declara. Segundo a amiga de trabalho de Alexandre, que o acompanha nas palestras e no serviço da igreja, Simone de Moraes, ainda existem muitos preconceitos que atrapalham o deficiente a entrar no mercado de trabalho. “As pessoas têm dificuldade para aceitar que o deficiente é capaz. Até parece que um cadeirante não pode ter amigos, não pode namorar”. E completa: “a pior deficiência não é a física nem mental, é a da alma”.
Alexandre conta que, além de profissionalização e maiores oportunidades de emprego, o portador de necessidades especiais ainda precisa vencer a barreira da mobilidade. Na opinião dele, muitas empresas não são adaptadas para receber cadeirantes, por exemplo. “As dificuldades são muito grandes, ainda falta muito para ficar bom. São muitas teorias e pouca prática”, lamenta.
Profissionalização
As oportunidades de emprego estão estreitamente ligadas à profissionalização. Em 2012, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) criou 20 mil vagas para pessoas com deficiência. Além disso, o Plano Viver Sem Limites, do Governo Federal, prevê uma série de ações de inserção do deficiente nas instituições de ensino superior e a implantação de núcleos de acessibilidade em 55 universidades federais.
Na capital do país, a Associação dos Deficientes de Brasília (ADB), trabalha há 12 anos com a profissionalização de portadores de necessidades especiais. Entre os cursos oferecidos estão os de informática, artesanato e culinária. Para a presidente e fundadora da associação, Maria de Fátima Amaral, a principal dificuldade que o portador de necessidades especiais encontra na hora de conseguir um emprego é justamente a formação profissional. “Poucos deficientes têm nível superior, mas a grande maioria não tem nenhum tipo de qualificação. A capacitação é importante porque direciona o profissional para o mercado de trabalho”, explica.
Maria de Fátima, 45 anos, também tem uma história de superação. Ela teve poliomielite aos dois anos de idade e, desde então, necessita do auxílio de uma cadeira de rodas para se locomover. Para ela, o trabalho é uma forma de buscar novas perspectivas de vida. “É o resgate da cidadania, você começa a sonhar e crescer. E tudo isso começa pelo emprego”, destaca.
Além de apresentar novos horizontes para quem nasceu com alguma deficiência, a associação também faz a recolocação profissional de quem sofreu acidente e adquiriu sequela física. Atualmente, a associação tem 530 cadastrados. Os números são positivos, segundo a presidente da ADB. Segundo ela, metade das pessoas que fazem os cursos de qualificação consegue um lugar no mercado de trabalho.
Acessibilidade na web
A recolocação no mercado de trabalho é também o que faz o deficienteonline, uma agência de empregos virtual para pessoas com deficiência. Hoje o site tem mais de 26.800 candidatos inscritos e 2.800 vagas de emprego. Ao todo mais de 215 mil páginas visitadas por mês e 127 mil buscas de vagas mensais em todos os estados do Brasil.
Segundo os criadores do site, o casal Kelli e Cláudio Tavares, a ideia é reunir em um só lugar oportunidades de emprego para deficientes e empresas que querem contratar esses profissionais. Kelli, que é gerente de Recursos Humanos, conta que no início as empresas só procuravam profissionais para ocupar cargos operacionais. Gradativamente, a realidade está mudando. No site são oferecidas vagas até para médicos, dentistas e profissionais de TI. “Os gestores às vezes esquecem que eles estão à procura de um profissional e não de uma deficiência”, esclarece.
O site é pago para empresas e totalmente gratuito para candidatos. Para cadastrar o currículo basta acessar (www.deficienteonline.com.br/).
Fonte: Admite-se.com
sexta-feira
Shirley: 6 coisas que você não sabe sobre mim.
![[Shic4a.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEja2u5OJfcf2pYXzpFrgP1zL3CXNXLkKAnJaEHez28_yW7XbJQgt9UOhYME-dTsmhTv5S6iRKOS8Ma1BxYQ8qq7JyW3nYMqe_CHjYzw6cvpX6ql7_7bWK7G_d0kV4flpYEzPgqVi6GHdrI/s220/Shic4a.jpg)
- Nasci de uma cesárea, há quase exatos 43 anos atrás, sendo a filha do meio de uma família de 4 filhos: 3 meninas e 1 menino.
- Nasci já carregando uma doença chamada Osteogênese Imperfeita, que prejudica a formação dos ossos do corpo inteiro. Até meus 18 anos convivi em razoável harmonia com a dita, tirando as várias vezes que fui hospitalizada pra emendar ossos e lá ficava por 3, 4 meses – um saquinho! Mas também era divertido, eu ganhava muitos gibis, nos hospitais a ala infantil era super dinâmica e quem podia se locomover conseguia viver bons momentos com o restante da criançada. Depois dos 18 a coisa foi degringolando e eu comecei a sentir muitas dores na coluna (do pescoço ao cóccix, tudo é permitido! rs) e assim vou indo, pois a doença é degenerativa e evolutiva. Celavi!
- Nasci canhota, e assim fui até meus 6, 7 anos. Até que mamãe me colocou em uma aula de reforço (Matemática sempre foi os meus pecados!) e a professora, que era, se bem me lembro, Testemunha de Jeová, ficou horrorizada com a situação e, alegando que os canhotos tinham parte com o demo, me obrigou a aprender a escrever com a direita. Foi meio caótico, mas no final um saldo positivo: hoje escrevo com as duas mãos, além de outras pequenas tarefas (cortar e pintar as unhas, pintar, bordar, até abrir latas eu consigo com a esquerda e com a direita).
- Casei aos 21 anos e tenho um filho de 22 anos.
- Aos 6 anos eu quase morri afogada. Foi assim: meu avô, que era juiz, tinha um cartório no interior e pra lá íamos sempre que dava, era muito bom, às magens de um lago. Mas o lugar também sofria com as inundações. A casa onde ficávamos tinha pernas compridas (por motivos óbvios – as cheias) e uma escada também muito comprida. Um dia, durante a cheia, eu achei que seria legal pegar um saco plástico (maior do que eu) e enchê-lo com água e assim fui descendo, um a um, os degraus da escada alagada, até que não consegui mais suportar o peso do saco e caí. A correnteza era forte e me pegou de jeito, lembro perfeitamente quando passei por baixo do assoalho da casa e depois mais nada. Acordei ouvindo a história que meu tio, que tinha acabado de chegar, ouviu os gritos de minha vó: “Olha lá a Shirley, deitada no meio das canaranas!” Meu tio não pensou duas vezes: se jogou na água e me pescou (literalmente!). Depois lembro minha mãe me passando talquinho depois do banho forçado. Acho que por isso nunca mais na vida quis saber de passar no corpo" :-S
- Meu hobby é coisa de doido: montar quebra-cabeças. De preferência de 3000 peças pra cima. Monto e depois desmonto pra algum dia montar novamente. Tenho uns 10 aqui guardados, uns já montados e outros inéditos, só esperando um período de férias pra finalmente saírem da caixa direto pruma mesa.
Enfim, é isso! Ô vidinha desinteressante essa minha, hein? :-D
Blog Graficulando
segunda-feira
Mais uma comovente história.
sábado
Enxerto à base de vidro desenvolvido na UFSCar regenera tecidos ósseos.
Material tem baixo risco de infecção, segundo resultados da pesquisa. Expectativa é de que em 5 anos o enxerto possa ser aplicado em humanos.
O enxerto foi feito a partir de uma mistura de vários componentes químicos parecidos com os que existem nos ossos. Depois de passar pelo forno duas vezes, a temperaturas entre 1 mil e 1,2 mil graus, o vidro se transforma em cristais. As pequenas pedras são moídas até virar pó, que vai servir como base para fabricação do enxerto.
Parecido com uma pequena esponja, o enxerto é colocado bem no meio do osso quebrado. Os buracos, minúsculos, facilitam a regeneração, já que permitem que o tecido ósseo passe por dentro e por fora dele, até que todo material seja absorvido.
O método é mais seguro do que as cirurgias feitas atualmente, em que são retirados ossos do próprio paciente para fazer os enxertos. “Existem limitações de tamanho. Se existe um paciente que sofreu várias fraturas, ele não terá material suficiente no corpo dele para ser enxertado nessas várias fraturas. Então o nosso material vem suprir essa necessidade”, disse a pesquisadora da UFSCar Ana Cândida Martins Rodrigues.
Os pesquisadores descobriram a nova técnica quando estudavam um produto para ser usado em pacientes com sensibilidade nos dentes. “Ele era um material compatível com o corpo humano. Daí veio a ideia de transformar esse pó em enxertos ósseos”, afirmou a pesquisadora.
Material permite crescimento de tecido com baixo
Pesquisa
Foram cinco anos de pesquisa e as primeiras análises foram feitas em 100 ratos. O material foi colocado na pata traseira das cobaias, que se recuperaram em poucos meses. “Esses testes foram realizados em amostrar pequenas em tíbias de ratos e nós descobrimos a formação de tecido ósseo dentro do material, assim como a multiplicação dessas células ao redor do material”, explicou o pesquisador Murilo Crovace.
Agora o novo enxerto também vai ser testado nos pacientes, mas, por enquanto, o material só pode ser usado em lesões menores e mais leves. “Num primeiro momento ele será utilizado em regiões onde não haja movimentação, como os ossos do crânio e da face. Porém já estamos trabalhando no desenvolvimento de um material mais resistente que possa ser utilizado em ossos da perna e do braço, por exemplo”, ressaltou Crovace.
A tecnologia já foi patenteada e a expectativa é de que em cinco anos o enxerto possa ser aplicado em humanos.
Fonte: G1
sexta-feira
Cidadania FM faz campanha para criança portadora de doença “ossos de vidro”
A Rádio Cidadania FM (filiada à Fundação Cidadania), realizou mais uma campanha beneficente na manhã desta terça-feira (04), durante o programa “Bom Dia José de Freitas”, apresentado diariamente pelos radialistas Arimatéa e Andréia Ferreira.
A ajuda foi solicitada pela dona de casa Maria de Lourdes, com o objetivo de realizar um tratamento de saúde em sua neta, de nome Maria Vitória, de dois anos de idade, que sofre de osteogenesis imperfecta, conhecida como “doença dos ossos de vidro”.
A criança tem que ser submetida a um tratamento especializado no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip), localizado em Recife (PE), que é uma clínica pediátrica destinada para portadores de deficiência nos ossos e na musculatura.
Maria de Lourdes adiantou que uma assistente social do Ceir Estadual, já conseguiu uma vaga naquele hospital pediátrico. Ela acrescenta, que em virtude da criança ainda está sendo amamentada e a sua mãe ser uma adolescente de dezesseis anos, terá que fazer todo o acompanhamento do tratamento de sua neta no Estado de Pernambuco.
Durante o programa de rádio, foram arrecadados cerca de R$ 500 reais doados pela população de José de Freitas, que serão empregados na compra de alimentos e em outras despesas durante a viagem que está marcada para o próximo dia 11 de setembro.
IFF/Fiocruz acolhe debate sobre Osteogênese Imperfeita no próximo sábado (25/8)
Quando:
25 de agosto de 2012 a 28 de agosto de 2012
Local:
Instituto Fernandes Figueira, Flamengo, RJ
Sobre o evento:
IFF acolhe debate sobre Osteogênese Imperfeita no próximo sábado (25/8)
No próximo sábado, 25/8, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz) promoverá, em parceria com a Associação Brasileira de Osteogênese Imperfeita (ABOI), o encontro Tratamento, Acessibilidade e Cidadania.
A palestra de abertura, Pamidronato Dissódico no Tratamento da Osteogênese Imperfeita no Instituto Fernandes Figueira, será realizada pelo coordenador do departamento de genética do IFF, Juan Llerena. Atualmente, 244 crianças e adolescentes são atendidos pela equipe do Centro de Referência em Osteogênese Imperfeita do IFF.
O tratamento com o medicamento pamidronato dissódico vem representando uma significativa melhora na qualidade de vida desses usuários. A pedagoga Jenny Horta e o pesquisador Maurício Blanco também farão palestras sobre a temática.
A iniciativa acontecerá das 9h às 11h, no anfiteatro A do Centro de Estudos Olinto de Oliveira. Endereço: Avenida Rui Barbosa, 716, Flamengo.
Sobre a doença
Osteogênese Imperfeita é uma doença genética e, portanto, hereditária, que acarreta uma grande probabilidade de fraturas ósseas. As várias formas de Osteogênese Imperfeita apresentam diferenças em relação à gravidade, porém, de forma ampla, geram grande incapacidade física e motora nos pacientes.
Desde dezembro de 2001, o IFF tornou-se um dos centros de referência nacional (Crois) para o tratamento medicamentoso da Osteogênese Imperfeita financiados pelo Ministério da Saúde.